VOZES QUE NÃO SE CALAM
Cleide Canton

 

 

Canta meu poeta, em versos desiguais

daqueles que sonhaste em toda a vida

e se perdem da vista dos mortais

que não sentem a dor dessa ferida.

 

 

Canta meu poeta, em vão, o desengano,

a ausência desse aplauso que seduz,

sem a marcha audaciosa do profano

que recolhe, nas trevas,  tua luz.

 

 

Canta meu poeta, a lágrima sentida,

as dores d'alma, a queixa recolhida

ao vento, ao céu, à terra e aos oceanos

 

 

pois teus versos são pérolas altivas

que descansam nas conchas mais furtivas

 à espera que se frustrem os enganos.

 

 

SP, 02/10/2007
18:27 horas

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 12 de outubro de 2013

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