VENTOS
Cleide Canton
 
 
Esperem por mim, raios de citrino,
em fins de tardes mornas e serenas,
quando adormecem essas poucas cenas
num horizonte qu'inda mal defino.
 
Um ato novo, falas tão pequenas
no gesto puro, simples, cristalino,
já faz sorrir o doce olhar menino
que surge pleno quando tu me acenas.
 
Um canto brota um tanto amedrontado
por entre as cinzas, restos do passado
escondido no fosco da fumaça.
 
Mas... Benfazejos ventos milagreiros
arrancam versos, quase seresteiros,
que permanecem quando o resto passa.
 
S, Carlos, 04/03/2012
22:40 horas
 
 
 
 

Arte Final Cleide Canton

 

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Página editada por Cleide Canton em 20 de abril de 2012

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