UNIDAS, QUEM ME DERA
( Meu preito a Castro Alves e ao seu belo poema As Duas Rosas)
Cleide Canton
 
 

Quem me dera, como as rosas,

que em duo nascem garbosas

debaixo do sol ardente,

unir presente e passado

no mesmo viver sonhado

em terras de pouca gente.

 

Pudessem, os sentimentos,

dançar ao canto dos ventos

como fossem passarinhos

que ao arrebol da inocência,

às chuvas pedem clemência,

escondidos em seus ninhos.

 

Tal como as rosas unidas

num vaso, agora escondidas,

distantes dos temporais,

talvez minh'alma hibernada

encontre nesta invernada,

sonhos perdidos iguais. 

 

Quem dera fosse verdade

que não houvesse a saudade

gritando dentro do peito.

Que como as rosas se abrindo,

os dois amores sorrindo

gozassem do mesmo preito.

 

Nos galhos, fazendo festa,

ao som da doce seresta

na roseira a balouçar,

rosas e amores unidos,

depois dos males vencidos,

são estrelas ao luar.

 

Tecem rimas, mostram cores,

espargindo seus olores

em louvor e gratidão.

Das duas rosas perfeitas,

pouco importa se desfeitas,

restou o amor em botão.

 

 

Agradecendo a Ilka Vieira pela bela formatação

e a Astir Car pela declamação

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 13 de setembro de 2013

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