ÚLTIMOS VERSOS
Cleide Canton
 
 
 
 
Não mais se ouviu a bela melodia,
convite ao sonho, pálida candura,
que ao cair da tarde louvava o dia
em versos tantos, cheios de ternura.
 
Não mais dançou o vento nas ramagens
da jardineira muito bem cuidada.
Deitadas choram flores nas folhagens,
à espera do frescor da madrugada.
 
O pranto se mistura e, na saudade,
as rimas se despedem, sem vontade,
das mãos que já não podem trabalhar.
 
Na mesa a lente foi o que restou
daquele sonhador que o céu buscou
em versos que só anjos vão cantar.
 
 
SP, 31/10/2006
19:00 horas
 

FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA

 

 
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Página editada por Cleide Canton em 13/11/2006

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