TRISTESSE
Cleide Canton
 
 
 
Rouba-me o riso o fato consumado,
poupa-me a voz a lágrima sentida,
deita-me a dor por mais uma ferida,
cala-me o canto rico, destronado.
 
 
Falta-me a lua pura e dançadeira,
foge-me o sonho velho e desbotado,
cobre-me o pó no tosco emaranhado,
segue-me a mágoa vil e feiticeira.
 
 
Tolhe-me o peso gasto na labuta,
vinga-se o algoz temente na disputa,
fere-me o vento rude e passageiro.
 
 
Vale-me o sol que doura minha fronte,
salva-me a luz se novo é o horizonte,
beija-me o amor tão puro e verdadeiro.
 
SP, 27/07/2009
 16:00 horas
 
 
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 22 de abril de 2012

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