Terno Olhar
Cleide Canton
 
 
Percebo um leve toque de ternura
no austero olhar que fala sem dizer,
perdido em tantos ecos, sem procura
dos sons que se perderam no sofrer.
 
Quem sabe um Mi Bemol resolveria
a frase musical em dissonância
e, assim, surgisse plena a sinfonia
já  gasta pelos véus da redundância.
 
Quem sabe este final tão esperado
suceda sem as marcas do pecado
dos tons e semitons sem sedução.
 
E possa essa ternura vir morar
eterna e mansamente nesse olhar
cansado de vagar na escuridão.
 
São Carlos, 17/03/2012
9:30 horas
 
 
 
 
 
 
Declamação -  Astir Carr
 
Arte Final  - Cleide Canton
 
 
 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 22 de março de 2012

 

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