TENTO, MAS NÃO CONSIGO
Cleide Canton
 
 
 
Muito embora eu te queira na distância
deste olhar que não busca mas te vê,
não consigo barrar esta constância
do teu vulto num sonho sem porquê.
 
Nada espero do amor destemperado,
nem restos de carinho dividido.
Não quero esse fantasma do passado
invadindo o meu vôo decidido.
 
Apago este teu vulto vacilante
entre nódoas de espuma flutuante
nas esquinas do rumo que persigo
 
e descarto este incerto que maltrata,
 anulo no meu canto o que retrata,
mas te juro: esquecer-te não consigo!
 
 SP, 11/-7/2006
00:20 horas
 
   
FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
 
 
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Página editada por Cleide Canton em 12/09/2006

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