SE TE CALAS
Cleide Canton
 
 

Se te calas, a angústia me devora
em tal hora, no avesso da memória,
sem a glória da paz que não aflora
de um agora sem alma e sem vitória.

 
Se te calas, o medo me domina
nesta sina que ri ao meu abraço,
do fracasso que a vida descortina
qual rotina no riso de um palhaço.

 
Se te calas, o amor então padece
nesta prece que canto num lamento,
vão tormento que fere e embrutece.


Se te calas, me calo e abandono
este trono por ti outrora bento.
Juramento... Magia de um outono.

 
SP,17/02/2009
10:40 horas
 
 
 
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

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Página editada por Cleide Canton em 06 de junho de 2009

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