QUERENÇAS

Cleide Canton

 

Ouso dizer-te,

que muito mesmo eu queria

alguém que alcançasse o meu amar,

que se fizesse presente de fato,

que não se perdesse em palavras banais

e não procurasse na vida as diagonais.

 

Queria alguém

que fosse capaz de voar comigo

na mesma direção.

Que não tivesse os mesmos desejos

mas que soubesse aceitar os meus.

Que não fosse um Apolo

mas que com carinho me ofertasse o colo.

Que me fizesse acreditar no amor

como objetivo da vida

e não como meio de ser feliz.

Um amor que me fizesse matriz.

 

Queria alguém

que percebesse o valor da minha oferta

sem dúvidas ou preconceitos,

que sorrisse dos meus defeitos

e acreditasse nas minhas verdades.

Alguém que soubesse desvendar

os meus mais íntimos segredos,

que ao meu lado ficasse para vencer meus medos.

 

Queria alguém

que não fosse o meu escudo

mas que colocasse sua mão sobre a minha

para que nunca mais eu me sentisse sozinha.

Alguém que se fizesse presente

mesmo ausente

que pisasse firme o chão

mas me ofertasse inteiro o coração.

 

Alguém capaz

de acreditar na vida a dois

no agora e no depois.

Queria alguém...

Como eu queria!

Até poderia

os revezes da vida ter sofrido,

muitas taças de amargor ter bebido,

muitos outros amores ter vivido.

Eu aceitaria

e, por Deus,

suas mágoas curaria.

 

 

 

 

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Página editada em 28/02/2005
Formatado por Ana Amélia

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