QUASE...

Cleide Canton

Quase te disse
que invado, sorrateiramente,
todo o teu espaço,
sem cansaço
e sem medo de descobrir-te.
Quase te disse
que verto em mil línguas
os versos que declamas
para encontrar-me neles
e no amor que proclamas.
Quase te disse
que busco, nas tuas fumaças,
razões das tuas trapaças
no jogo do amor,
onde blefas sem temor.
Quase te disse
dos meus tolos anseios,
dos meus devaneios
perdidos na tolerância
da tua inconstância.
Quase te disse
que és o bequadro da minha melodia,
o acorde dissonante da minha fantasia,
a razão da minha poesia.
Quase te disse...
Quase...

Disseste-me primeiro:
Te amo!
E o quase esquecido
se fez a mais bela expressão
do meu perdão.

SP, 20/02/2004
22:30 horas

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 11/05/2005

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