PERAMBULANDO
Cleide Canton


Perambulas, sei,
pelas minhas linhas apressadas,
tentando sondar
se marcas ficaram
de um passado 
atolado
no desdém
das tuas surpresas.
Perambulas, sei,
auscultando o tamborilar
do meu coração sonhador,
nos tantos versos
em que prego o amor.
Perambulas, sinto,
pois gritante é o orgulho
que agasalha teu peito
e felino é o desejo
de ainda te sentires senhor,
sem concorrência, sem pudor...
Perambulas pelos matizes
das minhas noites insones,
pelas relvas do meu despertar,
pelo rastro dos meus passos,
pelos meus inteiros, 
pelos meus pedaços.

E eu te digo que não me encontras
pois, simplesmente, não mais danço.
Apenas marco os meus compassos,
guerreio pela minha ritmia
embora ainda exista o falsete
na minha inacabada melodia.

SP, 10/11/2004
21:00horas



 

 

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Página editada em 15/11/2004

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