PAZ, ONDE ESTÁS
Cleide Canton
 
 
            Ah! Pobre ser humano que busca a paz tentando consertar os erros que não têm conserto... Pobre homem que ainda chora pelo passado inglorioso, acomodado em seu reduto, enxergando apenas os espinhos nas roseiras, desacreditando do seu poder de dominar o mundo pelo amor. Há de ainda vomitar seus medos, suas angústias, suas dores pelas injustiças, suas revoltas pela negligência, seu ódio pela ilimitada força do poder desenfreado, seu desprazer pela sucumbência dos valores éticos e morais...  Há de bradar aos quatro ventos os seus dilemas enquanto seus pares  sorrirão da sua insignificância, do seu quadradismo, da sua voz que não ecoa.
          
          Ah! Pobre ser humano, tão pequeno na multidão e tão grandioso dentro das suas quatro paredes, tão corajoso nos seus pensares e tão covarde nas suas ações, tão ferrenho nas suas buscas e tão volúvel nos seus achados...
           
            Ah! Pobre homem que esquece a simplicidade de sua essência e se entrega sem peso e medidas ao novo apenas pela novidade, ao incerto apenas pela curiosidade, ao hoje porque lhe interessa ser feliz, nem que apenas por um dia.
          
          Até entendo a sua desvalorização na busca pelo mais, até justifico as suas quedas pelos atos impensados, até apoio as suas causas, mas confesso minha tristeza ao vê-lo despencar nos abismos dos seus caminhos sem rumo.
          
         Ou procura a satisfação nas mudanças por amor e pelo amor, ou continuará sua trilha sem brilho, sem glória, batalhando sem causas, sofrendo eternamente pela sua falta de visão ou pela deturpação dela. Só há um caminho para a paz e urge que o encontre.
          
         Se quiser sucumbir, assim seja. Mas se quiser erguer-se, retome do princípio, olhos e ouvidos abertos para não cometer os mesmos erros, braços erguidos para a magnitude do bem, coração liberto para o perdão e razão voltada para a verdade.
         
        Trabalhe por você e verá que muitos dependentes das suas pegadas  mudarão por suas mudanças. Se não pode apagar o que já foi feito o mínimo que conseguirá será a esperança de um futuro melhor. Se não tiver tempo para colher os frutos, pelo menos terá certeza de que eles vingarão.
          
         E eu lhe digo: Vale a pena!
 
 
SP, 12/05/2009
10:20 horas
 
 
 
 
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 06 de junho de 2009

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