Olho-te!
Cleide Canton

 

 
Vê! Estou a olhar-te
para desnudar-te.
Mostra-me o teu interior
sem qualquer temor.
 
Tenho os braços prontos
para acolher-te em meu regaço
e um coração aberto
batendo em teu compasso.
 
Olho-te
com olhos de indulgência
de quem te deseja ventura,
com olhos de complacência
inundados de ternura.
 
Olho-te
sem a cautela do sensato,
sem a ânsia do querer total,
sem a barreira dos medos,
sem jogos e sem segredos.
 
Olho-te
simplesmente com a alma,
com o que de melhor existe em mim,
com o sorriso que compreende a dor,
com a beleza que me permite o amor.
 
E tu me olhas embevecido
pois reencontras o carinho
que já havias esquecido
nos escuros de um falso ninho.
 
E neste lampejo de segundo
encontramos o nosso mundo
flutuando na balsa da esperança
que somente o amor alcança.
 
Olho-te
e te encontro no meu olhar!
Nem é preciso falar!
 
SP, 17/10/2005
17:00 horas
 
 
Te Miro!
Cleide Canton
Versão - Magno

 

 
Ve! Estoy a mirarte
para desnudarte.
Me muestra tu interior
sin cualquier temor.

Tengo los brazos listos
para acogerte en mi regazo
y un corazón abierto
batiendo en tu compás.

Te miro
con ojos de indulgencia
de quien te desea ventura,
con ojos de complacencia
inundados de ternura.

Te miro
sin la cautela del cuerdo,
sin el ansia del querer total,
sin la barrera de los miedos,
sin juzgos y sin secretos.

Te miro
simplemente con el alma,
con lo que de mejor existe en mí,
con la sonrisa que comprende el dolor,
con la belleza que me permite el amor.

Y tú me miras encantado 
pues reencuentras el cariño
que ya habías olvidado
en los oscuros de un falso nido.

Y en este llamarada de segundo
encontramos nuestro mundo
flotando en la balsa de la esperanza
que solamente el amor alcanza.

Te miro
y te encuentro en mi mirada!
Ni es preciso hablar! 

 

Formatação: Cleide Canton

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Página editada por Cleide Canton em 11 de novembro de 2005

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