Não me arrependo
Cleide Canton
 
Se dei o melhor de mim,
amei o melhor que pude,
sonhei tão bonito assim
e não consegui ser rude,
arrepender-me não tem razão.
Vivo a paz do meu coração.
 
Se calei as minhas verdades,
se muita vez em vão lutei,
se para longe fui das vaidades,
se meus rumos modifiquei,
não me julgues, não preciso.
Vivo em pleno paraíso.
 
Sou livre e digo o que penso.
Nada me prende... e ninguém.
Se lutas perco ou venço,
acredite: Saio-me sempre bem.
Não uso armas, não agrido,
tampouco já fui voto vencido.
 
Creio em regras, creio em normas,
creio na volta do bem que se faz.
Amo o belo, as cores, as formas,
qualquer arte me satisfaz.
Faço da música o meu chão
e das crenças o meu refrão.
 
Cada dia em que amanheço
algo de novo vai acontecer.
Para nova luta um novo preço
que jamais me fará esmorecer.
Para cada lágrima dez alegrias
e para cada carnaval, mil alegorias.
 
Tantos começos, ainda começo
com sete fôlegos que Deus me deu.
Nas orações nem mais peço
por quem já teve o que mereceu.
Amanhece! Eu abro minha porta.
Com você ou sem, não importa!
 
Não me arrependo de ser feliz.
Foi assim mesmo que eu quis!
 
 
SP, 28/10/2005
15:30 horas
 
 
Formatação - Cleide Canton
 
 
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Página editada por Cleide Canton em 11 de novembro de 2005

 

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