"MOCITUDE"
Cleide Canton
 
 
Velha a juventude qu'inda me mascara
que, de tanto tê-la , forte e destemida,
fez perpetuarem sonhos desta vida
no largo infinito que hoje se declara.
 
Juntas, ela e eu, visões alvissareiras,
cantos de ternura, sóis em céu aberto,
acham mil oásis, partos no deserto...
No soprar do vento, bolhas dançadeiras.
 
E me entrego assim à doce "mocitude"
sem bloqueio algum, amor em plenitude,
fontes se que azulam  em mananciais.
 
Falam os silêncios, tombam amarguras,
calam-se vaidades, telas sem molduras...
Restos de mulher vagando entre normais.
 
SP,23/09/2008
12:00 horas
 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 07 de outubro de 2008

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