MÁGICA
Cleide Canton
 
Entrego-me ao cantar
completamente pálido,
de um sonho que restou
embora sendo inválido,
embalsamando a dor
que se mostrou apática
no peito que chorou
em meio a crise fática,
do medo do amanhã
que não será inédito,
por culpa deste amor
que já perdeu o crédito,
deixando o corpo entregue
a um calor somático,
em febres convulsivas
de um pensar fanático.
 
O sonho é moribundo
na visão caótica,
e nessa escuridão
que me parece gótica,
ainda que buscando
solução tão mágica
para mudar, de vez,
o fim da cena trágica
e se apegar à vida
gloriosa e ética,
ainda que isto seja
uma expressão poética.
 
SP,17/03/2006
10:20 horas
 
Inspirado em Chico Buarque
Construção
 
Formatação de Cleide Canton
 
 

 

 

 

 
 

Página editada por Cleide Canton em 23 de março de 2006.

  online