Há quanto tempo
Cleide Canton
 
 
Há quanto tempo tento montar
as peças deste quebra-cabeça
na tela da magia meio secular
sem medida do que se mereça.
 
Há quanto tempo ensaio ajuste
de passos incertos e impensados
no caminho que o olhar enruste
verdadeiros sonhos soçobrados.
 
Há quanto tempo o falar se cala
nas linhas dos meus versos tortos,
no meio que meus fins abala,
nas falhas de encaixes mortos.
 
Perdem-se, de gastos, os valores,
a beleza de sentimentos raros.
Mesclam-se de luto todas as cores
e em vão se tornam os meu reparos.
 
Ainda há tempo de tentar, talvez,
embora a vontade quase esmoreça.
A vaga lembrança dos meus porquês
está na busca, enquanto não padeça.
 
SP,16/11/2005
0:40 horas
 
HAY CUANTO TIEMPO
Cleide Canton
Versão - Magno
 

Hay cuanto tiempo intento montar
las piezas de este rompecabezas
en la tela de la magia medio secular
sin medida de lo que se merezca.

Hay cuanto tiempo intento ajuste
de pasos inciertos, impensados,
en el camino que la mirada oculta

verdades de sueños zozobrados.

Hay cuanto tiempo el hablar se calla
en las líneas de mis versos torcidos,
enmedio que mis fines sacude,
en los fallos de encajes muertos.

Y se pierden, de gastos, los valores,
la belleza de sentimientos raros.
*Mezclamnse
de luto todos los colores
y vanamente se hacen los mi reparaciones.

Aún hay tiempo de intentar, tal vez,
aunque la gana casi desalenta.
El libre recuerdo de mis porqués
está en la búsqueda, mientras no desalenta.

 

Formatação: Simone Czeresnia 
 
 
 

 

 
 

Página editada por Cleide Canton em 05/12/2005

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