FOI-SE
 
Cleide Canton
Interpretação -  Astir Car
 
 
Foi-se o canto a chorar o desalento,
foi-se a febre nas garras da ousadia,
mas a fome persiste, sem fobia,
no compasso que vive um só momento.
 
Foi-se o riso da fala em euforia...
Foi-se a mágoa e qualquer ressentimento.
Foi-se o tempo na luta contra o vento
que escondeu, do meu céu, a alegria.
 
Foi-se Vênus e até Marte se envolveu
nessa dança que cansa até Morpheu
e persiste sem rumo e sem vontade.
 
Mas a lua, essa eterna companheira
que me acolhe, silente e sorrateira,
dá-me luz num momento de saudade.
 
 
 
São Carlos, 26/07/2012
22:00 horas
 
 
 

 

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Página editada por Cleide Canton em 04 de novembro de 2013

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