ETERNIDADE
Cleide Canton
 
 
 
O amor que deixa livre esta minh'alma
na doce calma de um torpor bendito,
refaz o mito que esqueceu saudade
daquela idade de sonho infinito.
 
 
O amor que vive em aventuras tantas,
no tom que cantas e me vê feliz,
não diz mentiras e se faz gigante
e, nem distante, esquece o que já quis.
 
 
O amor que sonda a trilha que desliza,
na doce brisa se vê restaurado,
e, sem pecado, ruma à eternidade
onde a saudade se fará passado.
 
 
Bailando, os anjos louvam a harmonia
num lindo dia de imortal riqueza,
quando a certeza vence a hora incerta
na porta aberta, enfim, para a beleza.
 
 
A passos lentos vão buscando o além.
Não se detém no que ficou atrás...
Impera a paz, não mais existe espera
da primavera mística, em lilás.
 
 
Em tal momento vivem a ternura
da aura pura, eterna perfeição.
E a mão que toca a outra, sem temor,
cheia de amor bendiz a redenção.
 
SP, 29/03/2006
11:40 horas
   FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
 
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Página editada por Cleide Canton em 16/05/2006

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