DEU BRANCO
Cleide Canton
 
 
Não foi por acaso
que, querendo ou sem querer,
tomaste o vinho da minha taça
e descobriste os meus segredos...
Aqueles que confessamos
apenas a nós mesmos.
 
Não foi por acaso
que quiseste mais, muito mais,
e nem te deste conta
que te embriagavas nos teus próprios desejos,
enquanto os meus permaneciam mornos,
reféns da verdade que nunca escondi.
 
Não foi por acaso
que te sentiste indefeso,
vítima das tuas vaidades,
das tuas ânsias e dos teus medos.
 
E retiraste, sem força alguma,
a máscara que só tu enxergavas
cobrindo  a minha face.
.
Deu branco!
Percebeste, enfim,
que nada havia de diferente
por detrás de mim.
 

 

São Carlos, 29/02/2012
21:30 horas
 

 

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Página editada por Cleide Canton em 30 de agosto de 2013

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