DESCRENÇA
Cleide Canton
 
 
 
 
Foi um olhar, discreto no seu brilho,
cego pela dor, morto na saudade,
amargurando tal canção de exílio
que expôs a mente a esta insanidade.
 
Foi a tortura que lhe fez perdida
e longe, muito longe de uma crença,
tão sem valor, já velha e esquecida,
presa em teias da vil indiferença.
 
Foi a mentira que roubou a cena
aceita ainda, rica em fantasias,
(errôneas preces ditas em novena).
 
Foi a maldade que lançou a ira
nas doces rimas de velhas poesias
onde o diamante só se viu safira.
 
SP, 08/02/2007
13:00 horas
 
 
  
FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
 

 

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Página editada por Cleide Canton em 12 de fevereiro de 2007

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