CONHEÇO-TE
Cleide Canton
 
 
Há muito percorro as estradas
que sangraram teus pés descalços,
debaixo do mesmo sol
e da mesma lua.
 
Há muito ouço teus brados,
teus lamentos e tuas preces,
na voz cansada do inconformismo,
nas lágrimas vertidas,
bálsamo de tuas feridas.
 
Há muito carrego o peso
das tuas angústias, dos teus medos,
dessa nau que diriges com zelo,
buscando um rumo no emaranhado da tormenta,
um farol que não te permita naufragar...
 
Conheço-te!
Danço nesse teu olhar de loba
que delimita, sem pestanejar,
o sagrado espaço conquistado
que o lodo da maldade
sequer consegue respingar.
 
Abraço-te!
Somos poucos contra todos
no pensar livre de barreiras,
no resgatar de valores esquecidos,
no acender da vela perfumada,
no olhar que ainda procura o belo,
na verdade que nasce da razão.
Sei quem sou e quem tu és.
 
O meu nome é Fibra.
O teu é Qualquer.
 
SP,08/02/2010
13:00 horas
 
 
Formatação - Simone Czeresnia
Interpretação - Astir Car

 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 03 de março de 2010

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