Confissão
Cleide Canton
 
 
Acabo de esgotar as minhas negativas
a tudo que julguei profano e insensato.
Estendo minhas mãos a ti, não mais passivas,
e, feliz, respondo ao calor do teu contato.
 
Fala-me ao ouvido usando este meu agora
o que tantas vezes se escondeu na mudez.
Fala de nós e da vida que nos implora
que sejamos livres pela primeira vez.
 
Meus argumentos se perderam da razão.
Minhas recusas já morreram no passado
e, sem mistério, canto esta velha canção
que te manteve, até agora, enamorado.
 
Não somos livres para o amor do dia a dia
nem somos tolos p'rá matar esta paixão.
Sei do teu sonho que ficou na fantasia,
sabes que em versos faço minha confissão.
 
Eternamente
me ouvirás gritar
que jamais
deixarei de te amar.
 
 
 
  

 

Página editada por Cleide Canton em 26/02/2006.

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