CARMIM

Cleide Canton
 
 
 
Se me dás o carmim de rosa bela
e com ela o sabor da esperança,
nesta dança eu evoco a Cinderela
e, na tela, Rapunzel e sua trança.
 
Se me dás o calor do teu abraço,
eu te enlaço e te escondo no meu peito
sem direito aos entraves do cansaço
no regaço vedado do meu leito.
 
Se me dás os teus tons em aquarelas
como aquelas que pintaste meu retrato,
faço o fato desfilar em passarelas
amarelas, respeitando o anonimato.
 
Se me dás um só beijo eu me esqueço
do teu preço, escondido no sorriso
sem juízo, que me diz que não mereço
o avesso de um final tão impreciso.
 
 
São Carlos, 04/12/2012
9:30 horas
 
 

 

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Página editada por Cleide Canton em 26 de agosto de 2013

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