AZULADOS
Cleide Canton
(Inspirado no belo soneto de Nathan de Castro - Poesia Azul)

 

Em tons de azul repinto meus segredos
na tela opaca, fria e um tanto gasta,
enquanto o branco gélido devasta
a trama viva destes meus enredos.

Matizo o ouro, leve e racionado
em aquarelas puras, transparentes,
enquanto azuis, vilões inconseqüentes,
pincelam céu no verde carregado.

E nascem flores alvas dos enganos
á chuva fina, em terra de ciganos,
por onde escoam versos sem destino.

Contorno em negro a sombra do passado,
em arremedo parco e pouco ousado
na rouca voz que solto e desafino.

 

SP, 01/09/2008 / 15:490 horas

 

 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 26 de agosto de 2013

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