A TUA VOZ
Cleide Canton
 
 
 
A voz dolente, limpa, clara e mansa
com suave encanto livra-me das garras
das mil prisões tribais da minha dança,
da dor que fere as marcas das amarras.
 
Assim me perco num cantar seleto
que aos céus me leva, místico em dourados,
deixando morto meu pensar inquieto
na terra fria junto aos meus guardados.
 
E neste vão, no mar dos meus anseios
onde navegam cegos devaneios,
sorvo a voz que me chega inebriante.
 
E peco e grito, assim meu peito clama
por vida plena. Que se acenda a chama!
Sem qualquer pejo, hei de ser-te amante.
 
SP, 29/03/2006
17:30 horas
 
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA
 

 Quer enviar esta página?
Então, clique no Recomende

 

Copie o código para colar no scrap do Orkut
  

Página editada por Cleide Canton em 05 de maio de 2006

  online