ARQUIVO MORTO
Cleide Canton

 

 
Quanto mais os olhos
buscam o belo
e se rasgam os véus
que encobrem as verdades,
mais claros se tornam
os quesitos do libelo,
mais precisas se fazem
no julgamento, as legitimidades.
 
Não se perdem, no tempo,
os fatos e os agravantes,
nem se calam, na tolerância,
as causas e conseqüências.
O feito está feito,
não volta o que era antes,
apenas se encolhem,
no peito, as reminiscências.
 
Sonhos desfeitos
se deitam na saudade,
outros tantos
acordam na esperança
e o que um dia
se vestiu de novidade,
é arquivo morto
nas malhas da lembrança.
 
 
SP,24/07/2006
12:30 horas
 
 
 
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Página editada por Cleide Canton em 08/09/2006

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