AMANHÃ,QUEM SABE
Cleide Canton
 
 
Talvez amanhã
o que o hoje te negou
chegue manso e silencioso.
Nem as paredes ouvirão
as tuas exclamações,
tampouco os ventos
perceberão as mutações.
 
Um canto novo
será a tua maior ousadia
e sentirás toda a beleza
do despertar do dia.
 
Haverá uma nova expressão
no teu olhar cansado,
um viço diferente
no rosto que teu espelho
esqueceu no distante passado,
uma leveza nos teus passos,
uma entrega total em teus abraços,
um sorriso que não mais refletirá
tua mágoa e tua dor.
 
Então entenderás a magia
que só o amor irradia.
Amanhã, talvez amanhã,
nem mais um eco de agonia
fará a outros tantos, companhia,
pois a causa extinta
bloqueará qualquer conseqüência.
Tu serás, simplesmente,
a essência.
 
Amanhã, talvez amanhã...
Ou depois, quem sabe!?
 
SP,26/12/2005
12:28 horas
 
 
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA
 
 
 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 27 de dezembro de 2005
 
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