AINDA HÁ SOL NO FIM DA TARDE
Cleide Canton
 
 
Por onde andas, Senhora do meu riso,
que não ouves o brado em desalinho,
nem vês a taça seca do meu vinho
por sobre a mesa posta de improviso?
 
Se a marca malfadada de um espinho
persiste nesta dor que eu enfatizo,
porque negar-me o céu de que preciso
e luzes que me mostrem o caminho?
 
Olhando a tarde triste, de repente,
após a chuva farta em terra quente,
percebo a claridade em hora incerta.
 
O sol que se escondera adormecido,
desponta de onde estava, embevecido...
Alegria! Senhora sempre alerta!
 
SP, 30/11/2010
19:40 horas
 
 
 
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 10 de outubro de 2011

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