AGUARDA
Cleide Canton
 
 
 
Não me olhes desse jeito
nem ouses cantar ao meu ouvido
com essa voz que já me fez tremer
um dia...
Não tentes prender-me em laços,
pois saio facilmente desses embaraços...
 
Nem penses em tocar-me
com essa mão feiticeira
que já me fez prisioneira
 dos teus carinhos, do teu amor.
Bem melhor que permaneças aí,
com a s luzes do teu cantar,
e eu aqui,
buscando não ofuscar.
 
Nem queiras chegar mais perto
para que eu tenha tempo
de expulsar esta vontade louca
de dar mil beijos na tua boca,
apelar para o meu eu sensual.
e te fazer cativo como eu,
exatamente igual.
 
Nem te aproximes...
Nem mereces saber
que hoje posso ser
aquela fêmea fatal,
não mais o teu bem, só teu mal.
 
Aguarda!
Talvez ainda sobre do meu tempo
uma horinha qualquer
em que eu possa, ardilosamente,
mostrar-te que posso ser serpente,
monopolizar a tua mente,
entorpecer teus sentidos
e,  finalmente, ensinar-te
que não se brinca com sentimento,
que não se leva a sofrimento,
que não se trata como qualquer
o coração de uma mulher.
 
 
SP, 12/05/2006
18:00 horas
 
 
 
FORMATAÇÃO - SIMONE CZERESNIA
 
 
 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 20 de março de 2012

 

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