ACORDA
Cleide Canton
 
Acorda o anseio que em ti já dormita
e agita as nuvens do teu despertar,
no anil celeste que aos teus olhos grita
pela desdita de não mais sonhar.
 
Acorda a morte desse teu cansaço
no meu abraço a procurar por ti.
S'inda vacilas, o caminho eu traço
e me refaço assim, pois já vivi.
 
Acorda o riso, abafa o teu tormento
neste momento... O amanhã demora!
Se queres tanto, aviva o sentimento,
nega o lamento que em teu peito aflora.
 
Acorda a garra, a força da ousadia,
sem covardia busca o rumo certo.
E a nova meta que ora principia
é o que te guia neste céu aberto.
 
Acorda a vida, pura em sua essência,
sem prepotência, livre de vaidade.
O fim é perto, muda a aparência
dessa dormência presa na saudade.
 
 
SP, 29/11/2006
16:40 horas

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 26 de agosto de 2013

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